Como é viver em uma Tiny House? 5 anos de vida real

Como é viver em uma Tiny House? 5 anos de vida real

A história de Robson Lunardi e da Kame Casa, uma mini casa sobre rodas que nasceu como escritório e acabou se transformando em lar.

Depois de um dia de trabalho, Robson Lunardi às vezes senta no deck da Kame Casa e simplesmente fica ali.

Com a casa está em meio à natureza, ele observa o pasto, o céu, a lua ou o pôr do sol. Em uma dessas noites, ele ficou tanto tempo contemplando que acabou dormindo. Quando acordou, já era uma da manhã.

A cena parece simples, mas talvez seja uma das melhores respostas para uma pergunta que muita gente faz:

como é viver em uma Tiny House de verdade?

Porque viver em uma Tiny House não é apenas aprender a ter menos coisas.

Também não é transformar cada móvel em um truque.

Depois de cinco anos de vida real dentro de uma mini casa, Robson descobriu que morar em uma Tiny House tem muito mais relação com rotina, escolhas, presença e possibilidades do que apenas com metros quadrados.

E a história da Kame Casa é especialmente interessante porque ela nem sequer nasceu para ser sua moradia.

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Antes de virar lar, este caminhão-casa seria apenas um escritório

A história começou em 2020.

Durante a pandemia, trabalhar dentro de casa deixou de ser exceção e passou a fazer parte da rotina de milhões de pessoas.

Foi nessa época que Robson e sua família começaram a perceber uma questão importante: quando o mesmo espaço precisa ser casa, escritório, estúdio e lugar de descanso, as fronteiras da rotina começam a desaparecer.

A casa deveria ser também um lugar de pausa.

Mas o trabalho estava entrando nela.

Foi então que surgiu uma ideia.

Havia um caminhão parado. Por que não criar um escritório sobre ele?

No começo, o projeto parecia bastante simples.

Uma mesa.

Um sofá.

Muitas tomadas.

Espaço para gravar vídeos e trabalhar.

Só que a vida começou a fazer perguntas.

E se estiver chovendo e der vontade de tomar um café?

Então seria bom ter uma bancada.

E uma água gelada?

Um frigobar.

E onde lavar uma xícara?

Precisava de uma pia.

E o banheiro?

Também precisava entrar no projeto.

E se o trabalho terminasse muito tarde?

Um sofá talvez não fosse suficiente para dormir confortavelmente.

Pouco a pouco, aquele escritório começou a ganhar tudo o que uma casa precisava ter.

Quando perceberam, já estavam projetando uma Tiny House.

A Kame Casa nasceu praticamente assim: não a partir da pergunta “quantos ambientes cabem aqui?”, mas da pergunta “o que precisamos fazer aqui dentro?”

Essa diferença diz muito sobre como é viver em uma Tiny House.

Em uma casa compacta, a rotina precisa participar do projeto.

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Quando a vida mudou, a mini casa também precisou mudar

Anos depois, a Kame Casa assumiria uma função que não estava prevista originalmente.

Depois de uma mudança importante em sua vida pessoal, Robson passou a morar nela.

E algo curioso aconteceu.

Apesar de conhecer profundamente aquela casa, ele não se reconhecia completamente dentro dela.

A explicação era simples: a Kame Casa havia sido projetada como escritório, estúdio, espaço de viagem e hospedagem eventual.

Ela não tinha sido pensada para aquela nova fase da vida.

Foi então que Robson, junto com a arquiteta da equipe, começou a olhar novamente para os ambientes.

Vieram novos armários.

Quadros.

Porta-temperos.

Mudanças na organização.

Objetos que carregavam mais identidade.

Detalhes aparentemente pequenos começaram a transformar a relação dele com a casa.

E existe uma lição importante aí para qualquer pessoa que pensa em viver em uma Tiny House:

uma boa casa compacta não deveria obrigar a pessoa a se adaptar a um projeto genérico. O projeto precisa nascer da pessoa, de suas rotinas e da vida que ela pretende viver.

É justamente aí que uma mini casa deixa de ser apenas pequena e começa a se tornar um lar.

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Como é viver em uma Tiny House na prática?

Ao caminhar pela Kame Casa, Robson mostra algo que fotografias bonitas nem sempre conseguem explicar.

Tudo tem relação com uso.

O banheiro, por exemplo, está perto da entrada.

Isso permite que alguém chegando da praia, do campo ou de alguma atividade externa possa deixar roupas sujas, tomar banho e evitar espalhar sujeira pelo restante da casa.

A cozinha é bastante compacta.

Mas isso não significa que tenha apenas uma configuração.

O fogão de indução pode mudar de lugar.

Pequenas superfícies de apoio podem ampliar a área de preparo.

A mesa aparece quando é necessária e volta para dentro do móvel quando termina sua função.

Panelas e utensílios ficam próximos de onde são usados.

Objetos cotidianos têm lugares definidos.

Nada disso existe simplesmente para provar que “cabe muita coisa”.

A lógica é outra.

Quanto menor o espaço, mais importante é saber por que cada coisa está ali.

Essa é uma das principais diferenças entre simplesmente morar em uma casa pequena e viver em uma Tiny House planejada para o dia a dia.

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Em uma casa sobre rodas, rotina vira arquitetura

Uma das ideias mais fortes da Kame Casa é perceber que o ambiente não precisa permanecer igual durante todo o dia.

Ele acompanha o que está acontecendo.

Quando Robson está trabalhando, uma parte da casa se transforma em escritório.

Monitor, teclado, computador, equipamentos de gravação e outros acessórios entram em cena.

Quando o expediente termina, tudo isso pode ser guardado.

A mesa pode sair.

O espaço reaparece.

E onde antes existia um escritório pode surgir lugar para música, conversa, convivência ou simplesmente para circular com mais liberdade.

O mesmo acontece em outras áreas da casa.

O sofá pode assumir novas funções.

A escada também é armário.

A mesa pode ser usada dentro ou fora.

Superfícies mudam de finalidade conforme a necessidade.

Essa versatilidade ajuda a explicar como uma casa sobre rodas pode oferecer experiências muito diferentes dentro de uma metragem compacta.

Não é magia.

É projeto.

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Dá para receber família e amigos em uma mini casa?

Essa é outra pergunta recorrente quando alguém tenta imaginar como é morar em uma Tiny House.

A resposta da Kame Casa vem da própria rotina.

Ela já recebeu filhos, amigos, familiares e pessoas próximas.

Robson conta situações em que cinco pessoas dormiram na casa durante viagens.

Em outros momentos, o espaço virou lugar para tocar música, conversar, brincar, assistir filmes ou simplesmente passar tempo junto.

Isso não significa que uma Tiny House seja adequada para qualquer quantidade de pessoas ou qualquer estilo de vida.

Cada projeto precisa considerar quem vai utilizar aquela casa, com qual frequência e de que maneira.

Mas a experiência da Kame Casa mostra algo importante:

metragem compacta não significa necessariamente convivência limitada.

Uma casa pode ser grande e ter ambientes pouco utilizados.

Uma mini casa pode ter poucos metros e criar diferentes formas de estar junto.

A questão não é apenas quanto espaço existe.

É o que aquele espaço permite viver.

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O deck mostrou que a casa não termina na porta

Uma das soluções que mais mudou a experiência da Kame Casa nem fica dentro dela.

É o deck.

A ideia surgiu durante o projeto e, segundo Robson, inicialmente ele próprio resistiu.

Seria mais uma coisa para fazer.

Mais um elemento para transportar.

Mais um custo.

Mas o deck acabou se tornando uma extensão real da casa.

Ali é possível sentar.

Cozinhar.

Conversar.

Tocar música.

Brincar com as crianças.

Observar a paisagem.

Descansar depois do trabalho.

Esse aprendizado é especialmente importante quando falamos em Tiny House, segunda moradia ou casa sobre rodas conectada à natureza.

A experiência não precisa terminar nos limites físicos da construção.

Vista, terreno, deck, circulação externa e paisagem também fazem parte da arquitetura de um refúgio.

Em determinados projetos, o lado de fora não é apenas “área externa”.

Ele é um dos ambientes mais importantes da casa.

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O que cinco anos de vida real ensinaram sobre Tiny House

A Kame Casa também cumpriu outra função ao longo de sua história: laboratório.

Desde o início, foram utilizadas diferentes soluções, materiais, tipos de janelas e acabamentos.

A proposta era observar como essas escolhas se comportariam na prática.

Cinco anos depois, muitas delas continuam ali.

Segundo Robson, a casa já percorreu mais de 7 mil quilômetros.

E viver, transportar e utilizar uma Tiny House ao longo desse tempo produz um tipo de conhecimento que dificilmente aparece apenas em uma planta.

É no cotidiano que surgem perguntas como:

Essa solução continua prática depois de alguns anos?

Esse material suporta o uso?

A janela se comporta bem durante os deslocamentos?

A cortina faz barulho quando a casa se movimenta?

É fácil limpar?

Onde realmente sentimos falta de armazenamento?

Qual móvel usamos todos os dias?

O que parecia indispensável e praticamente não usamos?

Esse aprendizado acumulado é parte da história da Tiny Houses Brasil.

Antes de fabricar Tiny Houses prontas para diferentes projetos de vida, a empresa nasceu também dessa experiência real de construir, testar, morar, viajar e aprender dentro dessas casas.

Hoje, esse conhecimento ajuda a desenvolver projetos com outra maturidade.

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Uma Tiny House precisa ser bonita. Mas precisa funcionar.

Existe uma diferença importante entre uma casa compacta que chama atenção em uma fotografia e uma casa compacta em que é confortável viver.

Na vida real, beleza sozinha não resolve.

A pessoa precisa cozinhar.

Dormir.

Guardar roupas.

Tomar banho.

Trabalhar.

Circular.

Receber alguém.

Ter privacidade.

Descansar.

Encontrar os objetos que usa todos os dias.

Sentir que aquele espaço pertence a ela.

Por isso, pensar uma Tiny House exige olhar para muito além da metragem.

Conforto, organização, circulação, iluminação, armazenamento, materiais e relação entre os ambientes interferem diretamente na experiência.

Quando tudo é compacto, cada decisão fica ainda mais perceptível.

É justamente por isso que uma Tiny House premium não deveria ser entendida apenas como uma casa menor.

Ela é uma casa mais pensada.

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A casa mudou. E Robson também.

Talvez a parte mais interessante do tour aconteça quando Robson deixa de falar sobre móveis e começa a falar sobre vida.

Ele conta sobre os momentos com os filhos.

Sobre música.

Amigos.

Relacionamentos.

Solitude.

Contemplação.

Transformações pessoais.

A Kame Casa, que nasceu como escritório, acabou virando cenário de uma fase inteira da vida.

E talvez esteja aí uma resposta mais profunda para a pergunta “como é viver em uma Tiny House?”

Uma casa não é apenas um conjunto de materiais.

Ela é o lugar onde a rotina acontece.

Onde determinadas memórias se repetem até virarem parte da nossa história.

Na Kame Casa, uma mesa não é importante apenas porque pode desaparecer dentro de um móvel.

Ela importa porque já serviu para trabalhar, comer e compartilhar momentos.

O deck não é importante apenas porque amplia fisicamente o espaço.

Ele importa porque virou lugar de contemplação, conversa, música e descanso.

É essa relação entre arquitetura e experiência que transforma uma construção em lar.

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Afinal, como é morar em uma Tiny House?

Depois de cinco anos de vida real, a resposta de Robson passa por uma palavra interessante: riqueza.

Mas não riqueza no sentido de quantidade de objetos, materiais ou metros quadrados.

Para ele, riqueza está ligada à quantidade de possibilidades que uma casa oferece.

À qualidade da presença.

Ao convívio consigo mesmo.

Ao tempo vivido com as pessoas que ama.

E talvez essa seja uma boa forma de resumir como é viver em uma Tiny House.

Não se trata simplesmente de reduzir metros.

Nem de viver apertado.

Muito menos de encaixar uma vida inteira dentro de um espaço qualquer.

Trata-se de desenhar uma casa em torno daquilo que realmente faz parte daquela rotina.

A Kame Casa começou como escritório.

Virou laboratório.

Depois, tornou-se uma mini casa sobre rodas usada em viagens.

Mais tarde, tornou-se lar.

E continuou mudando conforme a própria vida mudou.

Uma boa Tiny House talvez seja justamente isso:

uma casa compacta o suficiente para eliminar excessos e inteligente o suficiente para abrir espaço para diferentes possibilidades de vida.

Não é sobre ter menos casa.

É sobre ter uma casa mais pensada.

E, para quem busca uma segunda moradia, um refúgio, um home office na natureza ou uma casa sobre rodas para viver com mais liberdade, talvez a pergunta mais importante não seja “quantos metros eu preciso?”.

Talvez seja:

que vida eu quero viver dentro deles?

A Tiny Houses Brasil desenvolve Tiny Houses sobre rodas e caminhões casa, prontos para diferentes formas de viver, descansar, trabalhar e investir.

Se você já imagina uma mini casa transformando seu terreno ou sua rotina, conheça os modelos da Tiny Houses Brasil e converse com nossa equipe para descobrir qual projeto faz sentido para você.

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