Do burnout às Tiny Houses: uma história de recomeço

Do burnout às Tiny Houses: como comecei a construir uma vida com mais sentido

“Minha história com o burnout e as Tiny Houses começou quando a vida que eu tinha conquistado passou a exigir mais do que eu conseguia oferecer.”

Hoje eu construo casas sobre rodas. Também moro em uma Tiny House e ensino outras pessoas a transformar esse sonho em projeto.

Mas minha história com as Tiny Houses começou muito antes da primeira construção. Ela começou quando a vida que eu tinha conquistado passou a exigir mais do que eu conseguia oferecer.

Eu tinha uma carreira, uma casa própria e planos para o futuro. Acreditava que estava construindo liberdade. Até que o burnout me obrigou a parar e fazer uma pergunta que eu vinha adiando: quanto estava custando sustentar aquela vida?

Do burnout às Tiny Houses.

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Eu estava fazendo tudo o que aprendi a chamar de sucesso

Me formei em Estatística, entrei em uma área valorizada e construí uma carreira no setor bancário. Vieram as promoções, os cargos de responsabilidade, os bônus e o reconhecimento.

Conheci a Bel, nos apaixonamos e começamos a construir uma vida juntos. Como acontece com muitos casais, havia uma sequência de conquistas que parecia natural: bons empregos, um carro, uma casa própria, uma família e estabilidade, escrever um livro 😅…

Compramos uma casa de 167 metros quadrados em São Paulo, em um bairro arborizado. Usamos nossas economias na entrada e assumimos um financiamento grande.

Naquele momento, fazia sentido. Estávamos crescendo profissionalmente e acreditávamos que conseguiríamos sustentar os compromissos.

Só que, junto com a casa, vieram os móveis, a manutenção, as contas, as reformas e outras responsabilidades. Aos poucos, começamos a trabalhar cada vez mais para sustentar tudo aquilo que tínhamos conquistado trabalhando.

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O dia em que a Bel não conseguiu abrir a porta

Em 2013, o burnout chegou à nossa família.

A Bel sempre tinha sido apaixonada pelo trabalho, chamava ela e “Workaholic”. Conversávamos sobre o dia a dia, sobre o trabalho durante o jantar e, na manhã seguinte, ela já estava se preparando para começar tudo outra vez.

Até que, em uma dessas manhãs, ela colocou a mão no trinco da porta e não conseguiu sair.

No relato que compartilha no vídeo, ela conta que sentiu pânico diante da ideia de enfrentar mais um dia de trabalho. Começou a chorar, sem entender o que estava acontecendo, e ficou em casa.

Procuramos ajuda profissional. Depois da avaliação, veio o diagnóstico de síndrome de burnout.

Era difícil compreender como alguém que gostava tanto do que fazia tinha chegado àquele ponto. Mas aquilo estava acontecendo dentro da nossa casa, e precisávamos aprender a lidar com a situação.

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Depois, chegou a minha vez de parar

Continuei trabalhando no banco enquanto tentávamos reorganizar a vida.

Naquele período, eu também enfrentava o luto pela morte do meu pai e novas responsabilidades familiares. No trabalho, acompanhava demissões e equipes diminuindo, enquanto as demandas continuavam.

Eu chegava em casa sem conseguir me desligar. Dormia pensando em trabalho, acordava com pesadelos e, muitas vezes, já começava a buscar soluções para o dia seguinte.

Até que passei mal e fui para o hospital. Depois dos exames e da busca por acompanhamento especializado, também recebi o diagnóstico de burnout.

Esse foi o meu percurso pessoal. A avaliação e o acompanhamento profissional fizeram parte dele; mudar de casa ou de estilo de vida não substitui esse cuidado, faça o sempre com um psicólogo especializado em estresse ocupacional.

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Eu queria voltar para a mesma vida?

Parar trouxe um silêncio estranho. Pela primeira vez em muito tempo, havia espaço para perguntas que a correria vinha deixando de lado.

Por que eu queria tudo aquilo? Quanto tempo estava trocando para manter aquela rotina? O que significava sucesso para mim?

E havia uma pergunta ainda mais difícil: se eu conseguisse voltar a trabalhar exatamente como antes, eu queria voltar para a mesma vida que tinha me levado até ali?

Não encontramos uma resposta imediata.

Começamos a estudar minimalismo, buscar leituras, observar nossos hábitos e experimentar maneiras de simplificar a rotina. Yoga, meditação e práticas de sustentabilidade também passaram a fazer parte desse processo.

A mudança foi gradual, inclusive a nossa alimentação. Ainda enfrentei outros três episódios de burnout. Nossa história teve tentativas, dificuldades e revisões de caminho.

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Quando as Tiny Houses entraram na nossa vida

A Bel já tinha uma relação próxima com a ideia de mobilidade. Começamos a conversar sobre nomadismo digital e outras possibilidades de viver e trabalhar.

Foi nesse caminho que conhecemos as Tiny Houses. Fomos aos Estados Unidos conhecer o movimento pessoalmente e começamos a olhar para uma casa pequena com outras perguntas.

Quanto espaço realmente precisávamos? Quais objetos usávamos no dia a dia? O que era importante manter por perto?

Uma casa sobre rodas passou a representar uma possibilidade concreta de organizar a moradia em torno da vida que desejávamos construir.

Isso também exigia entender nossas necessidades. A escolha por uma Tiny House precisa combinar com a rotina, as prioridades e os planos de quem vai morar nela. Se você está fazendo essa reflexão, vale continuar a leitura no artigo Tiny House é pra todo mundo?.

Para mim, o interesse cresceu quando percebi que poderia escolher melhor o que deveria caber na minha vida.

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Da construção da Araraúna a uma nova profissão

Com a família e a ajuda de amigos, comecei a construir a Araraúna, nossa casa azul.

Durante essa jornada, outras pessoas passaram a nos procurar. Elas também sonhavam em ter uma Tiny House e queriam entender como tornar aquilo possível.

Eu estava gostando de construir minha própria casa. Foi então que comecei a imaginar como seria ajudar outras pessoas a realizar o mesmo sonho.

Junto com minha sócia, abri a Tiny Houses Brasil. A experiência pessoal se transformou em trabalho, com projetos, construção e legalização de Tiny Houses.

Essa transformação trouxe estudo, desenvolvimento de soluções e troca de conhecimentos. Porque o sonho precisa encontrar um caminho viável: projeto, estrutura, orçamento, local de instalação e planejamento da mobilidade.

Para conhecer algumas dessas questões práticas, leia também Tiny House no Brasil: terreno, segurança e mobilidade.

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Por que comecei a ensinar

Com o tempo, percebi que também poderia compartilhar o conhecimento acumulado nessa trajetória.

Foi assim que a mentoria passou a fazer parte do meu trabalho. Hoje, acompanho pessoas que querem desenvolver seus projetos para morar, construir ou empreender com Tiny Houses.

Ensinar me permite ajudar alguém a compreender decisões que precisei estudar e enfrentar: do projeto à construção e à homologação.

Gosto de pensar que uma experiência difícil também abriu espaço para um trabalho que faz sentido para mim. Construir minha casa se tornou uma oportunidade de contribuir para os projetos de outras pessoas.

Saiba mais sobre o programa de mentoria aqui:

https://tinyhousesbrasil.com.br/mentoria-dastiny-houses/

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Quanto da sua vida você escolheu?

Quando penso no Robson daquela época, não diria que ele estava errado por querer uma casa, um carro ou uma carreira. Eu faria algumas perguntas.

Quanto daquela vida tinha sido escolhido com consciência? Quanto vinha de expectativas que eu tinha aprendido a seguir? Quanto custava manter tudo aquilo em tempo, saúde e presença?

Talvez a sua resposta nunca seja morar em uma Tiny House. Mas pode existir uma rotina, uma obrigação ou uma definição de sucesso que mereça ser revista.

No meu caso, essas perguntas me levaram às casas sobre rodas e a uma nova profissão. Hoje, sigo construindo e aprendendo, com mais clareza sobre o que quero que tenha espaço na minha vida.

Assista à história completa no YouTube

No vídeo “Do burnout às Tiny Houses”, conto essa trajetória com mais detalhes: a carreira no banco, o relato da Bel, meus episódios de burnout, a construção da Araraúna e o nascimento da Tiny Houses Brasil.

Assista ao vídeo completo no nosso canal e conheça o caminho que me levou a morar, construir e ensinar sobre Tiny Houses.

Depois, me conte: o que significa sucesso para você hoje?

Agora faltam poucos passos

Leia atentamente a mensagem abaixo:

Recebemos o seu contato em nosso e-mail. Em breve, nossa equipe enviará as orientações para o nosso primeiro encontro.

A Consultoria é uma sessão técnica dedicada àqueles que querem identificar a Tiny House ideal, baseada em suas necessidades e realidade. Nessa sessão, você poderá perguntar tudo o que quiser sobre projetos, construção, legalização e estilo de vida.

Importante:

  • Use nosso canal de suporte, clique aqui ou envie um e-mail para contato@tinyhousesbrasil.com.br caso precise de algum suporte ou não tenha recebido as orientações.

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